| COMO PREVENIR O ATAQUE DE PRAGAS E DOENÇAS NA CITRICULTURA |
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1) Adquirir mudas sadias, comprovadamente livres de pragas e doenças. Antes da compra, o produtor deve verificar se o viveiro obedece às normas de prevenção contra pragas e doenças, dando preferência à viveiros certificados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento 2) Manejo nutricional adequado. Evitar o uso de adubos muito solúveis, em altas concentrações, principalmente os nitrogenados, pois promovem a liberação de radicais livres e aminoácidos. Fazer a adubação parcelada e alternada nas ruas, fazendo a distribuição dos fertilizantes sobre a matéria orgânica ou mato. Suprir a planta com teores adequados de zinco, boro e magnésio, que estão envolvidos nos processos de defesa da planta. 3) Evitar acumulo de esterco ou terra junto á base do tronco das plantas, pois pode favorecer a ocorrência da podridão do colo. 4) Melhorar a aeração da parte inferior das plantas junto ao solo, com a poda dos ramos que surgirem abaixo abaixo da altura da formação das copas. 5) Manejo de ervas nativas. Nunca deixar o solo descoberto. Fazer roçadas em ruas alternadas. A presença de ervas nativas, principalmente aquelas que florescem é fundamental para a preservação dos inimigos naturais das pragas. 6) Controlar a verrugose, pois constituem locais de abrigo para os ácaros (leprose). 7) Eliminar os frutos não colhidos, pois também são focos de propagação das pragas e doenças. Os frutos temporões infectados devem ser removidos antes do início da florada, evitando assim que fungos e pragas existentes nesses frutos infecte os frutos da nova florada. 8) Evitar o uso de grades nas ruas do pomar. Para evitar ferimentos que podem causar doenças nas raízes e favorecer as pragas. A poeira que encobre as folhas torna-se abrigo do ácaro da leprose. 9) Poda de limpeza. Nas plantas com sintomas de leprose recomenda-se cortar e eliminar os ramos e frutos atacados. 10) Inspeção constante: Levantamento de pragas cada 7 a 15 dias, incluindo a inspeção de CVC e Cancro Cítrico. Nas áreas vizinhas a pomares abandonados manter vigilância sobre o pomar. Neste caso, instalar cerca viva para evitar a disseminação de pragas e doenças. 11) Resistência aos acaricidas: Empregando um produto convencional, no mesmo ciclo vegetativo não repetir o mesmo principio ativo ou classe química para não ocorrer forma de resistência aos acaricidas. 12) Manter a planta sem "stress" hídrico. Na seca há liberação de aminoácidos e radicais livres, com vulnerabilidade às doenças e pragas. Nos períodos de estiagem manter o solo irrigado ou com cobertura vegetal. Irrigar o pomar no inverno, período seco, para evitar a queda excessiva das folhas. A desfolha da planta agrava o nível das doenças, aumentando a fonte de inóculo do fungo causador da Pinta Preta (ascósporos), que se desenvolve nas folhas caídas ao solo. 13) Aumentar a resistência da planta: Em pré-florada fazer aplicação de calda sulfocálcica ou bordalesa para preparar a resistência dos frutos e brotações. 14) Tratamento de inverno: Para erradicação de pragas e moléstias, assim como rubelose, gomose, musgos e linquens. Aplicar a calda Sulfocálcica nos troncos e ramos principais. Pincelar o tronco e a base dos ramos principais com pasta bordalesa. 15) Fazer a desinfecção de veículos, máquinas, materiais de colheita e outros equipamentos antes que eles entrem no pomar. Restos de material vegetal transportados em veículos podem transmitir doenças e pragas. 16) Evitar a utilização de material de colheita proveniente de regiões onde haja ocorrência da doença. O citricultor deve ter o seu próprio material de colheita. 15) Utilizar quebra-ventos para reduzir a contaminação do pomar pelos ascósporos (fungos) e bactérias, que podem ser carregados pelo vento a longas distâncias.
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