Nas propriedades ecológicas recomenda-se o manejo das ervas espontâneas ou invasoras. Elas podem ser aproveitadas para a produção de compostos, cobertura do terreno e também manejadas da seguinte maneira:
1. Medidas preventivas:
1)
Uso de sementes de boa qualidade, isentas de sementes estranhas.
2)
Mudança da época de plantio, fazendo a semeadura mais cedo, para promover a germinação da cultura antes das plantas invasoras.
3)
Evitar o uso de estercos que possam conter ervas daninhas, principalmente quando os animais se alimentam de capins ou gramas com sementes maduras, com feno ou grãos que contenham sementes de ervas daninhas.
4)
No esterco do gado tratados com alimentos ensilados ou tratados (moídos ou cozidos) não há este risco.
5)
Nas áreas livres de ervas invasoras somente empregar estercos livres de sementes estranhas e evitar trânsito ou pastejo de animais, para que não ocorra a infestação das ervas indesejáveis.
6)
Manter limpos os equipamentos agrícolas para que não sejam veículos disseminadores de ervas indesejáveis para outras áreas.Fazer a erradicação ou roçada das ervas invasoras antes da sua produção de sementes.
2. Arranquio e Capina manual:
Em pequenas áreas como hortas e jardins pode ser empregado a erradicação manual das ervas indesejáveis. A capina pela enxada é uma prática comum, porém de alto custo nos dias atuais.
3. Calagem:
Certas invasoras que desenvolvem-se bem em solos ácidos são erradicadas quando é feita a calagem do solo. Como exemplo estão o carrapicho de carneiro, a samambaia e o sapé.
4. Cobertura morta:
A adição de palha, bagaços (ex: cana-de-açucar) e restos de cultivos melhoram as condições do solo, reduzindo as infestações de capim-carrapicho, guanxuma, grama-seda, etc.
5. Cobertura viva:
O plantio de adubos verdes constitui uma cobertura viva do solo que pode estabelecer uma relação de alta competição com as ervas indesejáveis, como o milheto, crotalária, lab-lab, guandu, e outras. A vantagem é que o seu poder de inibição permanece após o seu corte e distribuição sobre o solo, como realizado no plantio direto. É possível a implantação de adubos verdes no verão e em seguida no inverno.
6. Cobertura com plástico:
A cobertura do terreno com uma lâmina de polietileno (não transparente) vem sendo muito utilizada para pequenas áreas, como no cultivo do morango e outras hortaliças. Além de impedir o crescimento das ervas invasoras, ajuda a manter a umidade do solo.
7. Cultivo mecânico:
Consiste no emprego de cultivadores tracionados por animais ou trator. É um método bastante utilizado, principalmente no cultivos de cereais e grãos, como: milho, feijão, etc.
8. Plantas alelopáticas:
São plantas que combatem outras plantas. Isto ocorre quando uma planta viva ou morta exerce uma inibição química sobre a germinação ou desenvolvimento de outra.
9. Roçadeiras:
As roçadeiras manuais ou tratorizadas são meios simples e rápidos para o manejo das ervas invasoras nas entre-linhas dos pomares e nas pastagens. A roçada do mato é uma prática importante de conservação de solo nos terrenos inclinados.
10. Rotação de culturas:
As plantas invasoras são enfraquecidas nas áreas onde é feita a rotação de culturas. Evitar a monocultura que permite a formação de invasoras persistentes. Há outros benefícios como o melhor aproveitamento dos adubos e a redução das pragas e moléstias.
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