| PÓS-COLHEITA DE FRUTAS E HORTALIÇAS | |||||
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O Brasil ocupa a posição de segundo produtor mundial de frutas com volume de aproximadamente 35 milhões de toneladas por ano. Produz também, cerca de 11 milhões de toneladas de hortaliças, o que equivale a soma das produções da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. Entretanto, grande parte deste total não chega à mesa do consumidor. Um trabalho recente, realizado pelo Instituto de Economia Agrícola avaliando as perdas durante a comercialização, na cidade de São Paulo, revelou dados surpreendentes. Segundo esta pesquisa, o volume de perdas para frutas, no segmento varejista totaliza 80.340 toneladas por ano, o que representa 10,4% do total comercializado naquela cidade e equivale a R$ 55,77 milhões Se juntarmos às perdas referentes a comercialização de hortaliças, o volume chega a 154.130 toneladas o que equivale a R$ 106,29 milhões. As perdas ocorrem em toda a cadeia produtiva, desde o produtor até o consumidor final. As perdas na unidade de produção podem ser tanto devidas a produtos danificados, defeituosos, fora de padrão, como devido à falta de planejamento da produção. Em espécies com sazonalidade de produção é comum perdas elevadas devido a dificuldade de comercialização. A questão é bastante complexa, envolve os diversos elos da cadeia hortícola e exige solução urgente. A refrigeração tem importante papel na diminuição da taxa respiratória e consequente aumento na vida útil do produto. À refrigeração pode-se também associar o uso de embalagens capazes de modificar a atmosfera ao redor do produto, contribuindo para manter por mais tempo seu aspecto de frescor, bem como suas características nutricionais. A melhoria na eficiência de produção e na qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor, são processos que vêm ganhando tônica nos últimos anos nos diversos setores da economia (indústria, comércio, prestação de serviços, etc) e precisam ser encampados também pela agricultura. Não podemos esquecer que a internacionalização da economia e a consequente facilitação das importações tem permitido a entrada de frutas para consumo in natura com qualidade superior àquelas que produzimos (ao menos na aparência) e muitas vezes por preços compensativos ao consumidor. Isto sem falar das hortaliças congeladas, semi-prontas para consumo. Precisamos ter em mente que se não melhorarmos a qualidade das frutas e hortaliças que oferecemos, não somente ficaremos alijados dos mercados internacionais, como também correremos sérios riscos de perder espaço no próprio mercado interno. Palestra do Seminário Intern. de Qualidade Tipo Exportação -HORTIFRUTI
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